segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Era uma vez a busca - Bibi Ribeiro


Ingredientes:

1- Contos de fadas e princesas modernas;
2- Viveram felizes para sempre;
3- Vilões;
4- Missões e resgates.

Modo de Fazer:

Ana Gabriela, a Bibi, autora do livro, tinha apenas 16 anos quando escreveu seu segundo livro, Era uma vez a busca. Um livro que mistura a fantasia dos contos de fadas da Disney, desde Branca de Neve até as irmãs de Frozen, com a realidade de dois adolescentes.

Isabella e Lucas, ao completarem 16 anos são convidados para participarem da Liga de Busca Real, nomeados oficialmente Procuradores de Princesas Perdidas. Depois do "Viveram Felizes" os Príncipes e Princesas caíram no mundo real e com eles seus vilões vieram também. A mocinhas se perderam em situações ou sentimentos presentes em suas histórias e o dever de Bella e Lucas são ajudarem os Príncipes a trazerem suas Princesas de volta ao mundo "real".

Entre todas as princesas a que eu mais gostei foi Merida, a Valente, que é tão autêntica que nem se perdeu, no final ela ajuda os meninos. Em tempo recorde - o prazo seria um ano - mas em meio ano todas as princesas estão salvas e fica uma reticências...

Bella e Lucas procuram seu final feliz - meu casal predileto! Eles descobrem que os casais encantados se perdem todos os anos e não querem deixar o trabalho pela metade. Onde anda esses vilões? Ah Bibi, por que você parou de escrever nesse ponto? E qual o grande segredo da mãe de Bella? Vou ficar sonhando com essas respostas...

Lindo livro!!! Uma fantasia atrás da outra! Uma princesa mais encantadora e humana que a outra! E os príncipes?! Alguns simplesmente hilários... Vale muito a pena ler e relembrar as histórias que sempre nos marcaram!

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Petisco - O poder de um abraço


Para cumprimentar uma pessoa que gosta: abraço; para pedir desculpas: abraço; para dar os parabéns: abraço; para consolar: abraço; para se despedir: abraço..., e assim se você se encanta pela pessoa para que desculpas para outro abraço?

Uma vez fui um domingo na igreja e estava um pouco triste. Esses dias que acordamos para baixo sem motivo algum. Todas, mas todas as pessoas que eu conhecia, sem exceção, me abraçaram. Algumas deram apenas aquele abraço educado, mas ficou na lembrança aqueles fortes que parecem que vai tirar de você um pouco do peso que carrega.

Hoje só queria lembrar disso e pedir para que ninguém se esqueça de que um braço pode curar muito mais que imaginamos.

Virgínia Pellegrinelli
04/09/2019 

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Petiscos - De uma nova metáfora...


Quem me acompanha nesses petiscos sabe muito bem que morro de medo de água. Nem queria! Já sonhei em mergulhar e nadar em cachoeira..., mas, sorry! Travo. Não consigo! Um medo de infância herdado da minha mãe. E por falar em herança, a foto que está aqui é a herança de uma das paixões do meu pai, o rio Ádige, que banha a cidade de Verona na Itália. Meu maior contato com rio foi colocar os pés nessas águas gélidas e mandar com um sorriso congelante uma mensagem para ele. E que emoção!

Outro dia estava fazendo um estudo e comparou nós, seres humanos, como um rio. Tinha que ser??? Bem, vamos lá, enfrentando os medos! Somos calmos em muitos momentos mas podemos acelerar de acordo com o vento numa correnteza que leva tudo o que ver pela frente. Driblamos pedras e demais empecilhos que insistem em nos atrapalhar. Ás vezes caímos como cachoeira e estamos no caminho... O caminho que nunca para...

Apesar do medo, sei que não estou sozinha..., o rio não é solitário!!! Nós não somos solitários!!! E vamos seguindo o curso... ... ...

Virgínia Pellegrinelli
28/08/2019 

domingo, 25 de agosto de 2019

Felicidade crônica - Martha Medeiros

 Ingredientes:

1- Crônicas reunidas;
2- Assuntos;
3- Poemas.

Modo de fazer:

O que fazer quando recebe de Natal três livros de crônicas de Martha Medeiros? Eu sou um pouco esquisita, assim como Clarice em Felicidade Clandestina..., não leio de imediato! Esqueço por um tempo e de repente me surpreendo com o tesouro no meio do armário, pronto para ser aberto! E eu, estranhamente, consegui abrí-lo junto com mais dois - ler três ao mesmo tempo é uma mania que me faz ficar ligada nas histórias... Esse foi o primeiro que terminei... em breve mais dois livros, de outros autores!

São 101 crônicas divididas em Curtir a vida, Amor-próprio, Família e outros afetos e Viagens e andanças; um pouco de poesia diária nessa correria nossa do dia-a-dia. Junto com Martha me deliciei com histórias simples como idas ao cinema, encontros de família, homenagens aos sobrinhos, viagens e um pouco de terapia! Ah, por sinal Martha, tenho que discordar parcialmente com você, e isso a literatura nos permite..., pois não é uma ciência exata! Viajar é sim a melhor terapia..., desde que você esteja disposta..., melhor mesmo é viajar para dentro de um livro! Mas como uma boa escritora eu sei que me entende!!! Sou mais do abrir o livro que do fazer malas... questão de escolha!

Para você que quer uma leitura boa, emocionante e principalmente simples com poesia! Achar esse livro é o que há! Depois de um dia corrido, deitar na cama e ler umas cinco preciosidades dessas não tem preço! Nem divã que supere...

domingo, 28 de julho de 2019

Petisco - Sobre o "meio"


Essa semana foi muito valiosa. Recebi de uma amiga um sermão da pastora Talitha Pereira que falava sobre o que vivemos no "meio" do caminho. Agora há pouco acabei de ler uma crônica da Martha Medeiros que também falava do viver no "meio". Esse fim de semana assisti à terceira temporada de Stranger Things, que amei, o "meio", não o final (sem spoillers)..., e com tantos "meios", preciso falar dele sem muitos inícios e fins. Risos!

Na caminhada é que podemos aprender. É o momento mais difícil! "Existe lugar melhor que a casa da gente?" Sim, o caminho. Porque é no "meio" da trajetória que erramos, consertamos, nos reinventamos e permanecemos inabaláveis, ou não! Podemos retroceder um pouco mas jamais desistir de ir em frente. É o tempo de tomar decisões.

Convido a um monte de reflexão para um estado de não inércia mas também sem ponto final. Vamos andando e simplesmente fazendo escolhas. Dá para errar? Sim, mas acima de tudo, crescer! É importante demais e dolorido demais... Porém, vale a pena!!!

 Virgínia Pellegrinelli
28/07/2019

sábado, 20 de julho de 2019

Petiscos - Melhor amigo do homem


Hoje é o Dia do Amigo! E sempre que se fala em amizade nós nos lembramos dos cães! Calma! Eu sei que tem gente que não gosta, ou tem medo, ou simplesmente é indiferente! Para eu que fui criada com um pai veterinário é engraçado dizer que já tive muito medo de um certo cão que tivemos só porque o bicho me mordeu.

Águas passadas.

Teve um certo shnauzer que conviveu quinze anos comigo e de indiferente eu me tornei sua amiga! Digo que eu me tornei porque ele sempre foi. Ele me recebia sempre a porta; ficava ao meu lado quando eu estava triste e ninguém percebia; pulava de alegria quando eu ia passear com ele e, claro, queria ir para lugares diferentes dos meus e eu acabava discutindo com ele; além dele ser meu fiel escudeiro me levando à faculdade todos os dias.

Hoje me deu saudade daquele tedesco..., saudade de um mundo entre latidos e lambidas... Quem me via conversar com ele me achava doida, mas em certos pontos acreditava que ele até me respondia. Amizade é assim, nos entendemos pelo olhar e a saudade fica..., mesmo que outros shnauzers (ora  brancos) apareçam por aí!

Virgínia Pellegrinelli
20/07/2019 

quinta-feira, 4 de julho de 2019

O amor que sinto agora - Leila Ferreira


Ingredientes:

1- Delicadezas;
2 - Ficção X Realidade;
3 - Cartas e inspiração;
4 - Busca da felicidade.

Modo de fazer:

Leila Ferreira leu uma carta que sua mãe deixou para ser lida após falecer. Esse livro é uma série de cartas que essa jornalista e escritora maravilhosa escreve respondendo a esta carta. São todas assinadas por uma protagonista imaginária chamada Ana. Segunda Leila ela resolveu misturar um pouco de ficção e realidade para não expor muito sua família.

A história é linda e cada carta uma delicadeza só. Amei cada momento e chorei com ela em momentos dramáticos. O livro fala de algumas mulheres que não tiveram sorte no amor, a bisavó, avó e mãe da personagem - o que acabou respingando na história de um casamento que não deu certo para essa Ana. Após esse momento de separação, ela faz uma viagem a três lugares muito importantes: México, onde a autora passa por um processo de "cura"; Egito, onde consegue reencontrar as origens perdidas de sua mãe; e França, onde visita lugares especiais da autora favorita de sua mãe. Ali, reencontros e recomeços!

Um livro cheio de lágrimas mas regadas todas com muito amor. Amo a história da Leila e acho que ela é um exemplo de luta e é vitoriosa como ela só! Ainda quero escutar mais uma palestra dela. E me junto aos curiosos que querem saber o que é real e inventado... hahaha!

É isso aí! Usando as palavras do prefácio da Martha Medeiros: " "O amor que sinto agora" é nervo exposto e coração na mão. A transformação de uma menina em mulher, e as consequências dessa viagem sem volta. Um livraço."