quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Petiscos - De uma nova metáfora...


Quem me acompanha nesses petiscos sabe muito bem que morro de medo de água. Nem queria! Já sonhei em mergulhar e nadar em cachoeira..., mas, sorry! Travo. Não consigo! Um medo de infância herdado da minha mãe. E por falar em herança, a foto que está aqui é a herança de uma das paixões do meu pai, o rio Ádige, que banha a cidade de Verona na Itália. Meu maior contato com rio foi colocar os pés nessas águas gélidas e mandar com um sorriso congelante uma mensagem para ele. E que emoção!

Outro dia estava fazendo um estudo e comparou nós, seres humanos, como um rio. Tinha que ser??? Bem, vamos lá, enfrentando os medos! Somos calmos em muitos momentos mas podemos acelerar de acordo com o vento numa correnteza que leva tudo o que ver pela frente. Driblamos pedras e demais empecilhos que insistem em nos atrapalhar. Ás vezes caímos como cachoeira e estamos no caminho... O caminho que nunca para...

Apesar do medo, sei que não estou sozinha..., o rio não é solitário!!! Nós não somos solitários!!! E vamos seguindo o curso... ... ...

Virgínia Pellegrinelli
28/08/2019 

domingo, 25 de agosto de 2019

Felicidade crônica - Martha Medeiros

 Ingredientes:

1- Crônicas reunidas;
2- Assuntos;
3- Poemas.

Modo de fazer:

O que fazer quando recebe de Natal três livros de crônicas de Martha Medeiros? Eu sou um pouco esquisita, assim como Clarice em Felicidade Clandestina..., não leio de imediato! Esqueço por um tempo e de repente me surpreendo com o tesouro no meio do armário, pronto para ser aberto! E eu, estranhamente, consegui abrí-lo junto com mais dois - ler três ao mesmo tempo é uma mania que me faz ficar ligada nas histórias... Esse foi o primeiro que terminei... em breve mais dois livros, de outros autores!

São 101 crônicas divididas em Curtir a vida, Amor-próprio, Família e outros afetos e Viagens e andanças; um pouco de poesia diária nessa correria nossa do dia-a-dia. Junto com Martha me deliciei com histórias simples como idas ao cinema, encontros de família, homenagens aos sobrinhos, viagens e um pouco de terapia! Ah, por sinal Martha, tenho que discordar parcialmente com você, e isso a literatura nos permite..., pois não é uma ciência exata! Viajar é sim a melhor terapia..., desde que você esteja disposta..., melhor mesmo é viajar para dentro de um livro! Mas como uma boa escritora eu sei que me entende!!! Sou mais do abrir o livro que do fazer malas... questão de escolha!

Para você que quer uma leitura boa, emocionante e principalmente simples com poesia! Achar esse livro é o que há! Depois de um dia corrido, deitar na cama e ler umas cinco preciosidades dessas não tem preço! Nem divã que supere...

domingo, 28 de julho de 2019

Petisco - Sobre o "meio"


Essa semana foi muito valiosa. Recebi de uma amiga um sermão da pastora Talitha Pereira que falava sobre o que vivemos no "meio" do caminho. Agora há pouco acabei de ler uma crônica da Martha Medeiros que também falava do viver no "meio". Esse fim de semana assisti à terceira temporada de Stranger Things, que amei, o "meio", não o final (sem spoillers)..., e com tantos "meios", preciso falar dele sem muitos inícios e fins. Risos!

Na caminhada é que podemos aprender. É o momento mais difícil! "Existe lugar melhor que a casa da gente?" Sim, o caminho. Porque é no "meio" da trajetória que erramos, consertamos, nos reinventamos e permanecemos inabaláveis, ou não! Podemos retroceder um pouco mas jamais desistir de ir em frente. É o tempo de tomar decisões.

Convido a um monte de reflexão para um estado de não inércia mas também sem ponto final. Vamos andando e simplesmente fazendo escolhas. Dá para errar? Sim, mas acima de tudo, crescer! É importante demais e dolorido demais... Porém, vale a pena!!!

 Virgínia Pellegrinelli
28/07/2019

sábado, 20 de julho de 2019

Petiscos - Melhor amigo do homem


Hoje é o Dia do Amigo! E sempre que se fala em amizade nós nos lembramos dos cães! Calma! Eu sei que tem gente que não gosta, ou tem medo, ou simplesmente é indiferente! Para eu que fui criada com um pai veterinário é engraçado dizer que já tive muito medo de um certo cão que tivemos só porque o bicho me mordeu.

Águas passadas.

Teve um certo shnauzer que conviveu quinze anos comigo e de indiferente eu me tornei sua amiga! Digo que eu me tornei porque ele sempre foi. Ele me recebia sempre a porta; ficava ao meu lado quando eu estava triste e ninguém percebia; pulava de alegria quando eu ia passear com ele e, claro, queria ir para lugares diferentes dos meus e eu acabava discutindo com ele; além dele ser meu fiel escudeiro me levando à faculdade todos os dias.

Hoje me deu saudade daquele tedesco..., saudade de um mundo entre latidos e lambidas... Quem me via conversar com ele me achava doida, mas em certos pontos acreditava que ele até me respondia. Amizade é assim, nos entendemos pelo olhar e a saudade fica..., mesmo que outros shnauzers (ora  brancos) apareçam por aí!

Virgínia Pellegrinelli
20/07/2019 

quinta-feira, 4 de julho de 2019

O amor que sinto agora - Leila Ferreira


Ingredientes:

1- Delicadezas;
2 - Ficção X Realidade;
3 - Cartas e inspiração;
4 - Busca da felicidade.

Modo de fazer:

Leila Ferreira leu uma carta que sua mãe deixou para ser lida após falecer. Esse livro é uma série de cartas que essa jornalista e escritora maravilhosa escreve respondendo a esta carta. São todas assinadas por uma protagonista imaginária chamada Ana. Segunda Leila ela resolveu misturar um pouco de ficção e realidade para não expor muito sua família.

A história é linda e cada carta uma delicadeza só. Amei cada momento e chorei com ela em momentos dramáticos. O livro fala de algumas mulheres que não tiveram sorte no amor, a bisavó, avó e mãe da personagem - o que acabou respingando na história de um casamento que não deu certo para essa Ana. Após esse momento de separação, ela faz uma viagem a três lugares muito importantes: México, onde a autora passa por um processo de "cura"; Egito, onde consegue reencontrar as origens perdidas de sua mãe; e França, onde visita lugares especiais da autora favorita de sua mãe. Ali, reencontros e recomeços!

Um livro cheio de lágrimas mas regadas todas com muito amor. Amo a história da Leila e acho que ela é um exemplo de luta e é vitoriosa como ela só! Ainda quero escutar mais uma palestra dela. E me junto aos curiosos que querem saber o que é real e inventado... hahaha!

É isso aí! Usando as palavras do prefácio da Martha Medeiros: " "O amor que sinto agora" é nervo exposto e coração na mão. A transformação de uma menina em mulher, e as consequências dessa viagem sem volta. Um livraço."

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Sobremesa - Cinderela POP


Ingredientes:

1 - DJ e músico;
2 - Sapato;
3- Madrasta;
4 - Irmãs;
5 - Conto de fadas.

Modo de Fazer:

Cintia Dorella é uma estudante que durante a noite se aventura como DJ. Ela não acredita no amor uma vez que seu pai trocou sua mãe por uma madrasta muito má e duas irmãs horrorosas que insistem em chamar seu pai de pai. Em meio a uma noite de muita música conhece o cantor mais romântico da internet, Freddy Prince, e reaprende a amar!

Um filme baseado no livro de Paula Pimenta, que tem o mesmo nome, faz jus as histórias bem desenvolvidas da autora. Ainda não li o livro mas sei que foi sucesso absoluto entre as adolescentes! O filme, por sinal, uma delícia de se ver, não é monótono..., todos imaginam o final..., mas não deixa de ser surpreendente!

Podem assistir!!! com certeza podem ler!!! Porque Paula Pimenta nunca nos deixa na mão!!! Amei !!!

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Petiscos - Livrando-se de pesos desnecessários...


De repente entendemos que é hora de mudar. Dar aquela volta de 180° que mudam o rumo de nossas vidas. Entre uma decisão e outra fica a reorganização da vida..., jogar fora tudo que é desnecessário. Livrar-se de pesos.

Certo dia uma menina que tinha um grupo de amigos resolveu dizer um NÃO! Bastava de fofocas, intrigas e perseguições. Ela custou para dizer essa pequena palavra e deu meia volta para novos rumos. Encontrou outro grupo que se ajustou muito mais a suas ideias e sonhos.

Muito mais leve, a menina foi amadurecendo. Houve erros sim, pois era humana! Foi sofrido porque crescer dói. Mas ao olhar para trás aquela mulher, já não mais menina, se redescobriu sorrindo para a vida.

Sem detalhes..., sem nomes..., pois sei que esse é o reflexo de muitas "elas" e "eus" por aí.

Virgínia Pellegrinelli
19/06/2019